Anglo Crescer Jundiaí
Para a escola Anglo Crescer Jundiaí, situada numa região consideravelmente adensada no centro da cidade, foi projetada uma ampliação contendo uma praça e um edifício composto por um pavimento térreo e mais quatro pavimentos, sendo o último um terraço.
Das primeiras ideias para o novo espaço, que tinham os antigos proprietários do então Colégio Crescer de Jundiaí, até a proposta elaborada pela Téses Arquitetura, grandes redirecionamentos foram possíveis. No que concerne ao programa que teria o novo edifício destinado ao ensino médio, pode-se destacar que a capacidade de atendimento aos alunos foi dobrada em relação à capacidade inicialmente prevista, e isso sem aumentar-se a metragem quadrada previamente determinada.

Mas a capacidade de oferta de vagas não foi simplesmente duplicada sem qualquer atenção à qualidade dos espaços pedagógicos, ao contrário disso, todo o programa do novo edifício foi criteriosamente estudado e proposto de forma a proporcionar espaços aptos a estimular as mais elevadas expectativas pedagógicas para o modelo de ensino médio em questão.

E quanto às questões estéticas, o padrão que até então o colégio vinha imprimindo em seus edifícios já construídos, foi revisto e replanejado. Assim, novas ideias puderam ser materializadas visando uma imagem que melhor se aplicasse à história do trabalho pedagógico do colégio. Inclusive, tal imagem foi pensada para se reproduzir e gradativamente atualizar os edifícios pré-existentes.
Do alto do edifício, no seu terraço projetado, algumas perspectivas foram meticulosamente criadas, ora mirando no fundo do horizonte a paisagem montanhosa de Jundiaí, ora mirando detalhes da urbanização da sua área central. Os enquadramentos das paisagens possíveis a partir do terraço foram criados para encantar e educar. Em determinados momentos eles destacam as reservas naturais que envolvem Jundiaí, em outros permitem observar a sua sociedade, e em outros ainda sublinham importantes momentos da história da cidade.
As forma anguladas expressivas criam de fora do edifício a identidade que marca o seu topo. Além de desenharem as perspectivas com o entorno da edificação, elas estabelecem uma importante relação com as formas da praça projetada para a escola.

A definição dos materiais e das formas que compõem esse projeto buscou expressar e estimular os imprescindíveis valores do conhecimento e da ciência no processo pedagógico. Os painéis quebra-sóis foram criteriosamente estudados para bloquear o sol nas salas de aula e, ao mesmo tempo, permitirem abundante ventilação natural e transparência do interior para o exterior.
Alguns detalhes da execução do projeto
O contexto urbano central antigo e adensado impôs ao projeto a necessidade de soluções que fogem às mais convencionais na arquitetura educacional, forçando à verticalização do programa da edificação. Nesse contexto, acompanhando os desafios de um projeto verticalizado para uma escola, existiam também as dificuldades de sua execução.




